quinta-feira, 31 de maio de 2012

Ficha de leitura


Ficha de leitura – livro: O carteiro de Pablo Neruda

Período de leitura: Terceiro Período

Nome do escritor: Antonio Skármeta

Título da obra: O carteiro de Pablo Neruda

Editor:

Local e data da edição:

Bibliografia do escritor: Esteban Antonio Skármeta Branicic nasceu em 7 de novembro de 1940 em Antofagasta, Chile. Filho de Antonio Skármeta Simunovic e de Magdalena Branicic, é descendente de croatas. Realizou seus estudos secundários no Instituto Nacional General José Miguel Carrera. Skármeta estudou Filosofia e Literatura na Universidade do Chile. No ano de 1973 era professor de literatura da Universidade do Chile, e diretor teatral. Antes de voltar ao Chile, Skármeta se casou com Nora Maria Preperski, com a qual teve um filho chamado Fabián. Em 1989 regressou ao Chile após o longo exílio de 16 anos. Criou um programa de televisão chamado O show dos livros.

Resumo da obra: Este livro fala de um jovem chamada Mário Jiménez que se tornou o carteiro da ilha negra, e nessa ilha só havia uma pessoa a receber correspondência, porque naquela ilha as outras pessoas não sabiam ler nem escrever. Numa das viagens que Mário Jiménez fez à ilha para entregar a correspondência a Pablo Neruda vai a um bar onde se apaixona por uma jovem chamada Beatriz González e com quem acaba por se casar. Mais tarde Pablo Neruda é nomeado embaixador em Paris, e como era o única na ilha Negra a receber correspondência, Mário Jiménez ficou desempregado. Com o passar dos dias, Mário consegue arranjar emprego como cozinheiro do restaurante da sua sogra, Rosa González.

Excerto: “ O carteiro Mário Jimenéz tomou à letra as palavras do poeta, e fez o caminho até à calheta perscrutando os vaivéns do oceano. Embora as ondas fossem muitas, o meio-dia imaculado, a areia mole e a brisa leve, não floriu nenhuma metáfora. Tudo o que no mar era eloquência, nele foi nudez. Uma afonia tão energética que até as pedras lhe pareceram tagarelas em comparação. Aborrecido com a frouxidão da natureza, ganhou coragem de avançar até à taberna para se consular com uma garrafa de vinho, e ver se encontrava algum ocioso rondando pelo bar para desafiar para uma partida de bonecos. À falta de campo de futebol na povoação, os jovens pescadores satisfaziam as suas inquietações desportivas com as costas curvadas sobre as mesas dos matraquilhos.




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