Ficha de leitura – livro: O carteiro de Pablo Neruda
Período
de leitura:
Terceiro Período
Nome
do escritor:
Antonio Skármeta
Título
da obra: O
carteiro de Pablo Neruda
Editor:
Local
e data da edição:
Bibliografia do escritor: Esteban Antonio Skármeta Branicic nasceu em 7 de novembro de 1940 em Antofagasta, Chile. Filho de Antonio Skármeta Simunovic e de Magdalena Branicic, é descendente de croatas. Realizou seus estudos secundários no Instituto Nacional General José Miguel Carrera. Skármeta estudou Filosofia e Literatura na Universidade do Chile. No ano de 1973 era professor de literatura da Universidade do Chile, e diretor teatral. Antes de voltar ao Chile, Skármeta se casou com Nora Maria Preperski, com a qual teve um filho chamado Fabián. Em 1989 regressou ao Chile após o longo exílio de 16 anos. Criou um programa de televisão chamado O show dos livros.
Resumo
da obra: Este
livro fala de um jovem chamada Mário Jiménez que se tornou o carteiro da ilha
negra, e nessa ilha só havia uma pessoa a receber correspondência, porque
naquela ilha as outras pessoas não sabiam ler nem escrever. Numa das viagens
que Mário Jiménez fez à ilha para entregar a correspondência a Pablo Neruda vai
a um bar onde se apaixona por uma jovem chamada Beatriz González e com quem
acaba por se casar. Mais tarde Pablo Neruda é nomeado embaixador em Paris, e
como era o única na ilha Negra a receber correspondência, Mário Jiménez ficou
desempregado. Com o passar dos dias, Mário consegue arranjar emprego como
cozinheiro do restaurante da sua sogra, Rosa González.
Excerto:
“ O carteiro Mário Jimenéz tomou à letra as palavras do poeta, e fez o caminho
até à calheta perscrutando os vaivéns do oceano. Embora as ondas fossem muitas,
o meio-dia imaculado, a areia mole e a brisa leve, não floriu nenhuma metáfora.
Tudo o que no mar era eloquência, nele foi nudez. Uma afonia tão energética que
até as pedras lhe pareceram tagarelas em comparação. Aborrecido com a frouxidão
da natureza, ganhou coragem de avançar até à taberna para se consular com uma
garrafa de vinho, e ver se encontrava algum ocioso rondando pelo bar para
desafiar para uma partida de bonecos. À falta de campo de futebol na povoação,
os jovens pescadores satisfaziam as suas inquietações desportivas com as costas
curvadas sobre as mesas dos matraquilhos.
Sem comentários:
Enviar um comentário